sábado, 17 de abril de 2010

O Cartaz da Campanha Missionária de 201009/04/2010 Daniel Lagni

A Campanha Missionária, promovida e coordenada pelas Pontifícias Obras Missionárias, propõe para este ano de 2010 o tema Missão e Partilha, e, como lema, Ouvi o Clamor do Meu Povo (cf. Ex 3,7b).

O tema Missão e Partilha remete à Campanha da Fraternidade deste ano, a qual todo ano buscamos resgatar, com enfoque e dimensão missionária. O lema Ouvi o Clamor do Meu Povo recorda o Êxodo do povo de Israel, e os muitos "êxodos" dos povos atuais. Também nos remete ao tema da migração, mobilidade humana, do ser peregrinos, lembrando-nos permanentemente que o horizonte da Missão é o mundo, a humanidade no seu todo.

O cartaz traz um fundo verde, sinal de esperança. A Missão alimenta, fortalece nossa fé, esperança e caridade, mantém-nos no caminho da fidelidade a Deus e à humanidade, Povo de Deus (LG 2).

A água remete ao valor e a dignidade da vida como elemento vital para o planeta, onde vive e está inserida a humanidade. Aqui, especificamente, remete-nos à realidade amazônica, com sua rica biodiversidade. Lembramos que a última semana do outubro, dedicada à Amazônia, vem inserida no contesto do Mês das Missões.

O barco faz alusão à figura bíblica da Igreja Peregrina que "navega" pelos mares da história da humanidade. Nela se destaca a figura de Jesus Cristo. É Ele quem dá segurança: "Não tenham medo... Avancem para águas mais profundas!" (cf. Mt 4,18). Ao mesmo tempo aponta para o horizonte amplo e universal da Missão, que é o mundo, a humanidade. A Missão não tem fronteiras!

Destaca-se ainda a figura dos índios, etnias vivas e presentes na realidade amazônica, do Brasil e de outros países. Povos que nos acolheram, abrindo-se à Boa-Nova do Evangelho, e que precisam ser respeitados e valorizados, como portadores de valores evangélicos já presentes, quais "sementes do Verbo Encarnado" que estabeleceu morada definitiva junto à humanidade e que, portanto, chegou lá muito antes que o missionário. Contudo, este poderá, sim, ajudar no processo de explicitação da Verdade e Pessoa de Jesus Cristo, como nosso Senhor e Salvador, já atuante e presente na história salvífica da humanidade.

Padre Daniel Lagni, diretor Nacional das POM do Brasil.

Fonte: POM

sábado, 10 de abril de 2010

Notícias Missionárias - Urgentes!

Pessoal, confira algumas das nossas atividades neste mês de abril:

- Grande Louvor Missionário na Paróquia N. S. do Rosário em Boa Viagem (próximo do aeroporto) no dia 17/04 as 15h. Vale a pena participar e rezar juntos pela Missão Universal!

- Encontro de Formação para Assessores da Infancia e Adolescencia Missionária Nivel I -EFAIAM I- 23 a 25 de abril no Centro Pastoral da Arquidiocese (antiga sede da Cúria) na Várzea, Recife/PE. Inscrições e contatos com irmã Dircilene até o dia 20/04.

De todas as crianças e adolescentes do mundo, sempre amigos!

Vocações para missão


Vocações para missão


Todos os anos, no 4º Domingo do Tempo Pascal, Domingo do Bom Pastor, a Igreja nos pede para fazermos um dia mundial de oração pelas vocações sacerdotais e religiosas.


Gostaria de incluir aqui as vocações específicas para a vida missionária, seja sacerdotal, religiosa ou leiga.


Assim como passou pela vida de Pedro, Tiago, André, João e muitos outros, também hoje Jesus continua passando pela vida de milhares de rapazes e moças e repetindo seu “doce e suave convite: Vem e Segue-me”. Também nos dias de hoje a vocação missionária continua sendo atual e necessária.


Porém, embora “Deus capacite os escolhidos”, como frequentemente ouvimos dizer, também continua verdade aquele aximoa moral que diz que “a graça supõe a natureza”, isto é, Deus, para agir, precisa encontrar uma pré disponibilidade por parte do ser humano, pois Ele não costuma fazer por nós o que somos capazes de fazer (diz uma música da Infância Missionária que “Deus não quer preguiçoso em sua obra”.


Desta forma, quando Deus chama alguém vai pedir-lhe também alguns requisitos, como boa saúde física e psicológica, capacidade intelectual (pelo menos para aprender novas línguas!), bom senso, boa educação (enfim, valores humanos básicos) e também boa preparação espiritual, gosto pelas coisas de Deus, conhecimento pelo menos básico da doutrina católica (afinal, vai falar e agir em nome da Igreja) e capacidade de viver em comunidade. Pelo que se vê, não bastam apenas boas intenções, mas são exigidas daquele que se dispõe a atender ao chamado que se prepare adequadamente, munindo-se de qualidades que serão essenciais no exercício da missão que o Senhor lhe confiar. De nada adiantaria, por exemplo, eu me oferecer para ir para África se num posso tomar sol ou tenho dificuldades para me locomover (a pé, a cavalo, sentado longas horas em um veículo que trafega por estradas ruins) ou ir para a Amazônia se tenho medo de andar de barco. Ao invés de ir trabalhar pelas missões, eu iria dar trabalho! Da mesma forma, que eu iria fazer em outro país se num tenho nenhuma capacidade de aprender a língua local? Iria depender para sempre de um intérprete? E por ai vai. O mesmo se diga de uma formação bíblico-catequética-teológica básica (se puder, mais que básica), pois senão ficaria de achismos e não saberia responder “áqueles que perguntarem acerca da esperança que nos anima” (1Pd 3,15).


Por isso, neste dia mundial de orações pelas vocações peçamos a Deus que chame muitos de nossos jovens para o serviço missionário e que os chamados se disponham a colaborar com a graça de Deus neles, a fim de poderem exercer com eficácia o ministério que Deus lhes confiar através da Igreja.



Pe. Edson Assunção


Secretario Nacional da IAM

terça-feira, 16 de março de 2010

Bento XVI a jovens: “Precisamos de vós!”


Mensagem para a próxima Jornada Mundial da Juventude
Por Inma Álvarez

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 15 de março de 2010 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI quis lançar um convite ao compromisso dos jovens com a sociedade, através da sua Mensagem para a 25ª Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no próximo Domingo de Ramos, 28 de março.

Nesta mensagem, que a Santa Sé deu a conhecer hoje, o Papa assegura aos jovens a importância das suas escolhas vitais frente à sociedade do futuro; e os convida a “manter a esperança”: “Precisamos de vós!”, reconhece.

Após comentar a passagem evangélica do jovem rico, da qual se tomou o lema desta jornada, o Papa Bento XVI se remeteu à mensagem de João Paulo II em 1985, que pedia aos jovens que não tivessem medo de assumir as próprias responsabilidades.

“Quem vive hoje na condição de jovem se encontra diante de muitos problemas decorrentes do desemprego, da falta de referências ideais corretas e de perspectivas concretas para o futuro”, admite.

Diante disso, “pode-se ter a impressão de que se é impotente diante das crises e desvios atuais”, mas o Papa convidou os jovens a não ceder ao desânimo: “Apesar das dificuldades, não percais a coragem e não renuncieis aos vossos sonhos!”.

Ao contrário, insistiu, “o futuro está nas mãos de quem sabe procurar e encontrar razões fortes de vida e de esperança”.

“Se quiserdes, o futuro está em vossas mãos, porque os dons e as riquezas que o Senhor colocou no coração de cada um de vós, plasmados no encontro com Cristo, podem trazer autêntica esperança ao mundo!”, afirmou o Papa.

“É a fé no seu amor que, tornando-vos fortes e generosos, vos dará a coragem de enfrentar com serenidade o caminho da vida e assumir responsabilidade familiar e profissional”, acrescentou.

Desafios atuais

O Papa recordou aos jovens alguns dos “grandes desafios atuais”, que “são urgentes e essenciais para a vida neste mundo” e que já citou em sua encíclica Caritas in Veritate.

Estes são, explicou, “o uso dos recursos da terra e o respeito da ecologia, a justa divisão dos bens e o controle dos mecanismos financeiros, a solidariedade com os países pobres no âmbito da família humana, a luta contra a fome no mundo, a promoção da dignidade do trabalho humano, o serviço à cultura da vida, a construção da paz entre os povos, o diálogo inter-religioso, o bom uso dos meios de comunicação social”.

“São desafios aos quais sois chamados a responder para construir um mundo mais justo e fraterno. São desafios que requerem um projeto de vida exigente e apaixonante, no qual colocar toda a vossa riqueza segundo o plano que Deus tem para cada um de vós.”

E destaca que “não se trata de fazer gestos heroicos ou extraordinários, mas agir explorando os próprios talentos e as próprias possibilidades, empenhando-se em progredir constantemente na fé e no amor”.

“Cristo chama cada um de vós a empenhar-se com Ele e a assumir a própria responsabilidade para construir a civilização do amor. Se seguirdes a sua palavra, também a vossa estrada se iluminará e vos conduzirá a metas elevadas, que dão alegria e sentido pleno à vida”, conclui.

domingo, 7 de março de 2010

Campanha da Fraternidade Ecumenica 2010


TEMA: Economia e Vida

LEMA: “Vocês Não Podem Servir a Deus e ao Dinheiro”. (Mt 6,24)


Introdução

Pela terceira vez temos uma Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) este ano de 2010 é promovida em conjunto pelas igrejas que fazem parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), como aconteceu em 2000 e 2005. O que move as igrejas a agir é a graça, o amor de Deus e o testemunho de sua fé em Jesus, hoje as igrejas cristãs devem ser testemunhas da fraternidade, justiça e paz sobre a Terra.

O CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil), fundado em 1982, defina-se como uma associação fraterna de igrejas que confessam o Senhor Jesus Cristo como Deus e Salvador. Sua missão é servir as igrejas cristãs no Brasil, na vivência da comunhão em Cristo, na defesa da integridade da criação, promovendo a justiça e a paz para a gloria de Deus. Hoje fazem parte do CONIC as igrejas: Católica Apostólica Romana, Igreja Episcopal Anglicana no Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia.

A parceria ecumênica demonstra unidade no essencial da fé e no empenho pela construção de um mundo melhor para todas as pessoas.


Fraternidade e Economia

Economia vem do grego oikos + nomos que significa "administração da casa", tem o sentido de providenciar tudo que é necessário a sobrevivência. Uma atividade realizada por pessoas, devendo orientar-se ao serviço das pessoas como centro e protagonistas e razão de ser da vida econômica e social. A economia como ciência deve ser integralmente orientada para a construção do bem comum.

O objetivo desta CFE é: "colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das igrejas cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão".

Fonte: Texto Base da CFE 2010 "Economia e Vida" e http://www.garotadamissionaria.blogspot.com/

João César nos apresenta a Infancia Missionaria - Confira!

Apresentação da IAM à Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, no bairro de Águas Compridas – Olinda/PE

INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA MISSIONÁRIA

Boa noite. Meu nome é João César. Sou coordenador da Infância e Adolescência Missionária na comunidade São Miguel Arcanjo. Como meu amigo Juquinha (Assessor adolescente da IAM) falou, a Infância Missionária, é uma obra Pontifícia que foi fundada em 1843 na França, pelo Bispo D. Carlos de Forbin Janson, para ajudar as crianças da China que eram abandonadas por seus pais e morriam sem o batismo. Hoje a obra está presente em mais de 130 países ajudando e evangelizando crianças dos cinco continentes. Agora vocês perguntam por que Infância Missionária? Porque as protagonistas são as crianças, que se dedicam em favor das crianças do mundo inteiro. O nome Infância Missionária vem de uma devoção existente então, na França, a INFÂNCIA DO MENINO JESUS. Por isto, a obra surgiu como o nome de “Santa Infância”. Sabe qual é a finalidade? Tem como finalidade suscitar o Espírito Missionário Universal nas crianças, desenvolvendo-lhes o protagonismo na solidariedade e na missão e, por meio delas, em todo o povo de Deus. O nosso lema é: CRIANÇAS AJUDAM A EVANGELIZAR CRIANÇAS”. São crianças em favor de outras crianças.

Para vocês ter uma idéia, as doações dos grupos de Infância e Adolescência Missionária do Brasil, vão para o fundo de solidariedade mundial, em prol das crianças do mundo inteiro: R$ 7.258,60, foi o total dos cofrinhos arrecadados de janeiro a agosto de 2009.

Hoje temos Infância Missionária em nossa paróquia nas seguintes comunidades:

1. Perpétuo Socorro em Caixa D’água

2. Cristo Rei em Passarinho

3. São José em Vila Nossa Senhora da Conceição

4. São Sebastião no alto Jardim Conquista

5. São Miguel Arcanjo no Córrego Aureliano

6. Nossa Senhora Aparecida no Córrego da Bondade

Eu queria chamar a atenção das comunidades que não têm a IAM, porque nós queremos muito que estas comunidades a tenham, para nós tirarmos estas crianças que estão na violência, roubando e sofrendo as piores coisas que tem no mundo. Sabe lá em São Miguel Arcanjo as reuniões são todos os sábados. Por exemplo. Na sexta-feira de tarde vu vou par a casa de minha assessora para ler, reunir e discutir o que vai ser falado na reunião da IAM. Para ser boa a reunião precisa ser preparada antes.

No dia então, eu vou abrir a porta da Igreja e colocar as cadeiras nos lugares e esperar as crianças... e vão chegando. Pra mim e para a minha assessora é uma felicidade tão grande saber que aquelas crianças não estão nas ruas. Sabe é uma felicidade que não dá pra dizer, e saber que no outro sábado vai ser melhor. É por isso que estou aqui pessoal, para que fundem uma IAM. Você que é a coordenadora da sua comunidade, vamos lá, tenha força, não desanime se tiver somente uma criança, continue. Eu comecei com três crianças, hoje temos quatorze crianças e não desanime. Estou aqui.

Vamos lá, está na hora de ter uma IAM.

Para quem interessar as reuniões de formação e acompanhamento de assessores e coordenadores infantis são em cada segunda quinta-feira do mês, na casa de Diva, no Córrego Aureliano, perto da Capela de São Miguel Arcanjo e faça parte do Reino de Deus.

Eu queria fazer nesse momento uma homenagem à duas mulheres que são espetaculares: a nossa amiga Maria do Perpétuo Socorro , nossa assessora e legionária, e a fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, que faleceu no Haiti.

Muito obrigado.

(Texto extraído do escrito do adolescente João Cesar, coordenador do Grupo de IAM da Capela de São Miguel Arcanjo – no bairro de Águas Compridas)


sábado, 6 de março de 2010

Gotas de Formação Missionaria - Março de 2010


Liberdade de expressão

Uma grande rede de televisão do Brasil tem mostrado uma serie de propagandas com depoimentos de representantes de várias religiões criticando veladamente a Igreja Católica, por esta defender o direito ao ensino religioso nas escolas, por defender a vida (contra o aborto e a eutanásia), por defender o casamento monogâmico, indissolúvel e natural entre homem e a mulher, por defender sua fé ao criticar livros ou filmes.

Em uma destas "propagandas", sempre finalizada com "cidadania, a gente vê por aqui", colocou um pai de santo defendendo a liberdade de expressão. Dizia ele que "todos têm liberdade de expressar seus pontos de vista e ninguém pode criticar". Bom, nesta frase já há um cerceamento da liberdade de expressão: "ninguém pode criticar".

Se todos têm direito de defender suas convicções, por que criticar de forma tão insistente a Igreja Católica? Não teria ela também liberdade de opinião? Não poderia ela também expressar-se livremente sobre suas convicções, baseadas na Lei Natural e no Evangelho? Não estaríamos vivendo uma eclesiofobia? Bom pensar nisso.

Interessante é que ao começar tal clip a emissora foca telas de internet com a Igreja expressando-se contra união civil de pessoas do mesmo sexo e uma tela com a Igreja manifestando desagrado com textos de um famoso escritor português. Todo mundo pode se expressar, menos a Igreja.

O Concílio Ecumênico Vaticano II, em vários textos, defende a liberdade de expressão, assim como a liberdade de consciência. Niguém pode ser obrigado a abraçar esta ou aquela forma de pensar e de agir, nem tampouco a liberdade de expor aos outros seus pensamento, a fim de ser melhor compreendidos e dar ao outro a oportunidade até mesmo de mudar de ideia. Porém alguns grupos em nosso país (e também pelo mundo todo) se acham no direito de empurrar suas opiniões pela nossa garganta a baixo e que não podemos esboçar qualquer reação. Isto fere a própria lei natural. Reclamam de discriminação, mas discriminam quem não concorda com sua posição.

Também faz parte da missão o diálogo: saber ouvir e saber falar. E, se preciso for (se estiver contra o Evangelho de Jesus, que é a única Verdade) mudar nossa opinião e nosso modo de agir, fazer uma verdadeira "metanóia". Estejamos prontos para o diálogo. Saibamos compreender a voz da Igreja, até mesmo para saber perceber o que possa vir a destoar.

Pe. Edson Assunção
Secretario Nacional da Infância e Adolescência Missionária